Peguei-me imaginando agora, o que raios digo quando converso. Quero dizer tanto, gritar tanto, brigar tanto, defender tanto, que nada posso. É raro conseguir uma boa conversa, dizer o que queres sem maiores consequências de mau entendimento, com as poucas oportunidades sociais que é tido agora. Saudade, é isso que me resta. Das conversas cotidianas numa aula matutina que para nada servia, nas pós-provas, nos recreios em que eu falava de tudo, ou simplesmente, de nada.
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